Os desafios da coleta de lixo no condomínio

7 de junho de 2022

Os desafios da coleta de lixo no condomínio

Cuidar da coleta de lixo nos condomínios é um desafio para os síndicos. E é um dos temas mais debatidos entre a gestão condominial e os moradores.

Situações envolvendo o descarte inadequado do lixo doméstico, por exemplo, são problemas comuns. Muitos prédios não têm espaço adequado para que os moradores coloquem os saquinhos. Outros usam uma lixeira de ferro, na calçada, o que é proibido.

Considerando que cada pessoa produz, em média, de 800 gramas a 1 quilo de lixo por dia, os empreendimentos imobiliários acabam por serem considerados grandes geradores de resíduos e agentes importantes nessa questão.

Lixo no lixo: desafio da vida em condomínios

A regra é bastante simples: o lixo deve ser jogado no lixo. Mas por algum motivo, é comum encontrar pessoas insistem em colocar as sacolas de lixo fora do coletor ou em locais inadequados. Além daqueles que fazem pior e optam por jogar resíduos como bitucas de cigarro, chicletes e papeis pela janela de suas residências.

As principais consequências desses maus hábitos são atritos entre vizinhos, clima desagradável do condomínio e aparência de sujeira. Além disso, há a geração de multas aos próprios condôminos ou ao síndico. Afinal de contas, ele responde civil e criminalmente pelo condomínio.

As principais regras

De modo geral, os condomínios podem responder criminalmente se um resíduo lançado por um morador cair sobre uma pessoa ou um carro na rua, por exemplo.

Por isso, as regras de descarte de lixo em condomínios estão relacionadas à implantação de uma área própria para descarte. Essa área deve ser coberta, de modo a evitar a exposição ao Sol e à chuva. E deve ainda ser bem-sinalizada para evitar que algum morador mal-intencionado venha alegar desconhecer a área descarte de lixo.

Muitos condôminos se queixam do fato das caçambas de lixo ficarem muito distantes dos seus apartamentos ou casas. Em muitos casos, inclusive, não se trata de preguiça, mas sim de restrição na mobilidade, como no caso de idosos, gestantes e pessoas com deficiência.

Por isso, alguns condôminos sugerem a instalação de lixeiras nas escadas ou, ainda, no final dos corredores dos andares. Num primeiro momento, a iniciativa pode parecer algo positivo. Porém, a prática não é recomendada pelo Corpo de Bombeiros, pois as lixeiras podem impedir ou dificultar o combate a incêndios no caso de uma eventualidade.

Justamente por isso, se o condomínio possuir lixeira nos andares ou nas escadas podem não conseguir a liberação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

A coleta seletiva

Atualmente, é imprescindível para os condomínios ter um programa de coleta seletiva de resíduos, que conte com a separação de lixo orgânico e do material reciclável.

Por mais que em alguns lugares o município não tenha um programa de coleta seletiva, a responsabilidade de cada morador é separar o lixo orgânico do reciclável antes de colocá-lo para coleta.

Tal ação, inclusive, é uma exigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos, válida desde o ano de 2011, quando a legislação entrou em vigor.

Deste modo, se sua cidade não possui programa oficial de coleta seletiva, o condomínio deve contratar ou fazer uma parceria com empresas, ou cooperativas de reciclagem.

Nesse sentido, o lixo em condomínios deve ser separado conforme as suas características, em latões ou lixeiras, nas seguintes classificações:

  • Materiais recicláveis (vidro, papel, metal e plástico);
  • Lixo orgânico (restos de alimentos compostáveis);
  • Lixo eletrônico;
  • Rejeitos (lixo sanitário ou aquilo que não recicla e tem que ir para aterros sanitários).

A lei simplificou a separação dos recicláveis para facilitar o descarte e, assim, possibilitar que mais pessoas passem a reciclar, visando melhores resultados e um maior alcance para toda a questão ambiental.

Infográfico Condomínio Consciente

Principais cuidados a serem observados pelos condôminos

Os condôminos devem, em primeiro lugar, observar os locais corretos de depósito. Depois, o tipo de embalagem a ser usada no acondicionamento do lixo e, ainda, realizar a separação dos resíduos a serem reciclados.

Portanto, muitos condomínios exigem a colocação do lixo em sacos pretos, enquanto outros até aceitam as famosas sacolinhas de supermercado.

Alguns locais ainda exigem a disposição do lixo nas lixeiras somente nos dias de coleta, em horários determinados, sujeitando o morador à multa em caso de descumprimento.

Os condôminos devem, por sua vez, orientar os visitantes a não colocarem lixo doméstico nas áreas comuns, como piscinas e playgrounds.

Além disso, devem orientar as crianças e os adultos a não jogarem lixo pelas janelas dos apartamentos, nem os descartar nos elevadores.

Principais cuidados a serem observados pela administração

Os condomínios contam com síndicos, zeladores, administradoras, conselhos e condôminos. Todos eles devem zelar pela estruturação do descarte do lixo em condomínio.

Outra ação importante é desenvolver programas de coleta seletiva e investir em projetos de conscientização dos condôminos.

Além disso, a gestão, junto aos moradores em assembleia, deve estipular penalidades para os casos de descumprimento, que podem ir desde advertência até multa proporcional à taxa de condomínio.

O síndico deve, ainda, se comprometer com os condôminos a instalar lixeiras em locais protegidos e sinalizados, assim como cobrar dos moradores a correta destinação.

Atenção aos dias e horários de coleta

A Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) recomenda que os condomínios que não têm um local apropriado deixem o lixo na calçada, duas horas antes do caminhão passar, ou às 18h, se a coleta for à noite. As lixeiras de ferro foram proibidas em 2005, por ocupar um grande espaço das calçadas.

A destinação correta do lixo em condomínios é fundamental para manter um ambiente agradável e saudável aos moradores e contribuir com a preservação do meio ambiente.


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