O papel de cada um de nós

9 de agosto de 2021

Leia a publicação original no site do Estadão, clique aqui.

Temas como violência doméstica, racismo, tolerância, solidariedade, nunca estiveram tanto em evidência como hoje. Empresas entenderam que é preciso se posicionar, exercer um papel ativo na sociedade e isso não é diferente nas administradoras de condomínios e no mercado imobiliário. No entanto, acredito que a maior parte ainda não entendeu a posição estratégica do setor e de seus gestores na atuação desse amplo universo de temas.

A questão vai muito além de estratégias de marketing social. O espaço condominial reúne a coletividade, pessoas com as mais variadas crenças e posicionamentos, tudo em um único lugar, o que o torna um dos ambientes mais democráticos. Mas em meio a tantas opiniões distintas, sempre há abertura para o diálogo, para o consenso, para chegar àquilo que será melhor para todos que ali vivem.

Por envolver tantas pessoas, é palco prioritário para questões transformadoras, diria que tão importante quanto as redes sociais. Os condomínios são vetores e vitrines para a sociedade, basta encontrar os canais certos de comunicação com o seu público. Muito mais que vender ideias, conceitos, difundir temas relacionados ao bom convívio entre os moradores, os instrumentos de informação em condomínios, se bem usados, poderão ser força motriz para mudanças de comportamentos e esclarecimentos, e isso está muito à frente de uma simples campanha.

Questões como a sustentabilidade, preservação ambiental, novos hábitos, respeito às diferenças e engajamento de ações sociais já são abordadas diariamente, mas é preciso avançar.

É preciso entender a dimensão e importância dessa comunicação e assumir compromisso sério, apartidário, não ideológico e de prestação de serviço real à comunidade. É preciso atos diários que motivem as pessoas a contribuírem, não só com o meio em que vivem, mas com a sociedade como um todo.

Engajar para que se veja o quanto uma denúncia anônima de agressão, seja psicológica ou física, pode salvar uma vida; o quanto doar sangue pode salvar várias; o quanto a economia de água e energia salvam não só o bolso, mas o planeta; o quanto ser gentil com o próximo faz o dia a dia melhor, enfim, plantar a semente de tantas questões e estimular que todos possam regá-la para bons frutos colher e para que sejam partilhados além dos muros do condomínio.

> Violência Doméstica no Condomínio: o que fazer?

É um caminho sem volta e consumado, basta saber se você vai entender e fazer de forma adequada ou se vai esperar o bonde passar e correr para se adaptar depois. Não basta apenas um display de elevador. Temos que entender o papel de cada um de nós para construir pontes e canais nos quais as pessoas se identifiquem e tenham clareza de que elas podem ser agentes da mudança para um mundo melhor.

 

*Luciana Graiche, vice-presidente do Grupo Graiche

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